
O Departamento de Operações de Fronteira (DOF) encerrou os primeiros seis meses de 2026 com um balanço altamente positivo no combate aos crimes transfronteiriços em Mato Grosso do Sul. Entre janeiro e junho deste ano, as ações de policiamento e inteligência da instituição desarticularam cerca de R$ 323 milhões em movimentações financeiras de organizações criminosas que atuam na faixa de fronteira.
Os dados, divulgados nesta semana, apontam um crescimento expressivo na apreensão de drogas, cigarros contrabandeados e veículos na comparação com o mesmo período de 2025.
Recorde na apreensão de drogas e contrabando
O combate ao narcotráfico foi o principal vetor do impacto financeiro contra o crime organizado. Nos seis primeiros meses do ano, o DOF retirou de circulação 96,8 toneladas de entorpecentes, superando as 82,1 toneladas registradas no primeiro semestre do ano passado. Somente o confisco dessas substâncias gerou um prejuízo estimado em R$ 252 milhões aos traficantes.
O mercado ilegal de cigarros também sofreu um duro golpe. As apreensões mais que dobraram em 2026:
- 1º Semestre de 2025: 249 mil pacotes apreendidos
- 1º Semestre de 2026: 545 mil pacotes apreendidos
Além disso, as equipes interagências conseguiram reter 6,5 toneladas e 1,4 mil litros de defensivos agrícolas contrabandeados, insumos que entram ilegalmente no país e representam riscos à agricultura e à saúde pública.
Recuperação de veículos e prisões
O balanço semestral do departamento também destacou a eficiência na fiscalização e na recuperação de bens:
- Veículos apreendidos: 251 automóveis e comerciais leves foram retidos por envolvimento em atividades ilícitas (frente a 243 no mesmo período de 2025).
- Veículos recuperados: 49 carros e motocicletas com queixa de roubo ou furto foram localizados e devolvidos aos proprietários.
- Prisões efetuadas: 218 pessoas foram presas em flagrante por crimes como tráfico, contrabando e descaminho.
Integração e estratégia na fronteira
Para o diretor do DOF, tenente-coronel Wilmar Fernandes, os resultados são reflexo direto do investimento em inteligência policial e do fortalecimento de parcerias estratégicas.
“O aumento nas apreensões é fruto de planejamento, integração entre as forças de segurança do Estado, além da dedicação dos policiais que atuam diariamente na região de fronteira”, destacou o diretor.
O comandante ressaltou o impacto positivo de grandes frentes integradas, como a Operação SULMaSSP — que une os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo — e a Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

