16 de setembro de 2026
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Alvo de sanções nos EUA, suspeita de lavar dinheiro para o PCC é presa pela PF na Operação Exchange

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Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira foi presa pela Polícia Federal nesta sexta-feira (3) durante a deflagração da Operação Exchange. A ação visa desarticular um complexo esquema de lavagem de dinheiro atrelado ao tráfico internacional de drogas. A prisão ocorre na mesma semana em que Stella entrou na mira do governo dos Estados Unidos, que a sancionou sob a suspeita de integrar uma rede de apoio financeiro ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com o Departamento do Tesouro americano, Stella possui vínculos familiares com Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelas autoridades como um dos principais operadores financeiros da facção criminosa. O órgão estrangeiro detalha que ela auxiliava o empresário na movimentação de recursos por meio de empresas de fachada, utilizadas para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

Sanções Internacionais e Bloqueio Bilionário

As medidas restritivas contra Stella foram publicadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), braço do governo americano responsável por aplicar sanções econômicas contra organizações criminosas transnacionais. Com a decisão, quaisquer bens e ativos da investigada sob jurisdição dos EUA ficam sumariamente bloqueados, e cidadãos ou empresas americanas estão proibidos de realizar transações financeiras com ela.

No Brasil, a resposta judicial também foi contundente. A pedido da Polícia Federal, a Justiça determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões.

O Balanço da Operação Exchange

A PF aponta que a organização criminosa estruturou uma complexa rede comercial para blindar o faturamento do tráfico internacional. Até a última atualização das autoridades, a operação contabilizava:

  • 7 dos 11 mandados de prisão temporária cumpridos;
  • 13 mandados de busca e apreensão executados;
  • Cidades atingidas: São Paulo (capital), Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.

Status do principal operador: Victor Henrique de Oliveira Shimada, também alvo das sanções americanas e dos mandados da PF, não foi localizado e é considerado foragido.

Conexão com Fraude no Corinthians e o Caso “Vai de Bet”

O histórico de Shimada com as autoridades não é recente. O Tesouro americano relembrou que o empresário já cumpriu prisão domiciliar no Brasil por envolvimento no desvio de recursos do Sport Club Corinthians Paulista, em um esquema de fraude publicitária.

Atualmente, os desdobramentos dessa rede financeira alcançam investigações ainda mais recentes. A Victory Trading, empresa ligada a Shimada, é nominalmente citada na denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que envolve a casa de apostas “Vai de Bet”. A Promotoria investiga crimes de associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro no contrato de patrocínio do clube paulista. Conforme o MPSP, a Victory Trading fez parte da engrenagem de repasses financeiros antes que o dinheiro chegasse à empresa UJ Football Talent.

Até o momento da publicação desta reportagem, as defesas dos citados não haviam se manifestado. O espaço permanece aberto para o posicionamento dos advogados dos envolvidos.

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