9 de julho de 2026
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MS é o 5º estado do país em esclarecimento de homicídios, aponta Instituto Sou da Paz

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Mato Grosso do Sul consolidou-se como um dos estados brasileiros mais eficientes na resolução de crimes contra a vida. Segundo o relatório “Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil”, divulgado pelo Instituto Sou da Paz, o estado esclareceu 71% dos assassinatos analisados entre os anos de 2020 e 2023. O índice posiciona MS no 5º lugar do ranking nacional, superando com folga a média do país, que gira em torno de apenas 40%.

Pela metodologia do estudo, considera-se um caso “esclarecido” quando o homicídio doloso resulta em denúncia criminal formalizada pelo Ministério Público até o final do ano seguinte ao da ocorrência do crime.

Panorama Nacional: Melhores e Piores Índices

A liderança numérica do ranking nacional pertence a Goiás, com 86% de resolução, seguido pelo Distrito Federal (81%). Contudo, os pesquisadores ressaltam que o DF é a principal referência de eficiência e consistência no país, visto que manteve alta regularidade durante toda a série histórica, enquanto Goiás forneceu dados de apenas um dos quatro anos avaliados.

Na extremidade oposta da tabela, o Rio Grande do Norte registrou o pior desempenho, solucionando somente 9% dos homicídios.

PosiçãoEstadoTaxa de Elucidação
Goiás86%
Distrito Federal81%
Minas Gerais75%
Paraná72%
Mato Grosso do Sul71%
22ºRio de Janeiro / Piauí23%
23ºBahia14%
24ºRio Grande do Norte9%

(Nota: Alagoas, Rio Grande do Sul e Tocantins ficaram de fora do indicador final por não apresentarem dados suficientes para a avaliação).

O que explica a diferença entre os Estados?

Os analistas do Instituto Sou da Paz enfatizam que o sucesso em uma investigação criminal não está atrelado unicamente à destinação de recursos financeiros para as forças policiais, mas conecta-se diretamente à infraestrutura socioeconômica e institucional da região.

A engrenagem do sucesso: Estados com maiores índices de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), melhor renda domiciliar per capita, forte urbanização e maior escolaridade populacional tendem a gerar mais provas técnicas e testemunhais, o que facilita o trabalho de campo da Polícia Civil.

Por outro lado, o estudo identificou que cenários com alta vulnerabilidade social desaceleram a elucidação. O desemprego em massa, o analfabetismo, a desigualdade de renda acentuada e o alto índice de homicídios praticados com o uso de armas de fogo — especialmente os que vitimam jovens entre 15 e 29 anos — criam barreiras complexas na coleta de depoimentos devido ao medo de retaliações, dificultando a identificação dos executores e mandantes.

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