
Em uma ofensiva sem precedentes contra crimes financeiros e corrupção, a Polícia Federal (PF) deflagrou, no início da manhã desta quarta-feira (4), a terceira fase da Operação Compliance Zero. Entre os alvos de prisão preventiva está o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, figura central nas investigações que apuram um esquema bilionário de irregularidades.
A operação, que conta com o apoio estratégico do Banco Central do Brasil, mira uma organização criminosa suspeita de articular um sofisticado sistema de práticas ilícitas que envolvem desde a alta cúpula do setor financeiro até dispositivos informáticos.
Raio-X da Operação
As equipes da PF cumprem ordens judiciais expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em pontos estratégicos de São Paulo e Minas Gerais. O balanço inicial da ofensiva inclui:
- 04 Mandados de Prisão Preventiva.
- 15 Mandados de Busca e Apreensão.
- Bloqueio de Bens: O STF determinou o sequestro de ativos que podem chegar ao montante astronômico de R$ 22 bilhões.
- Afastamentos: Determinação imediata de afastamento de cargos públicos para investigados envolvidos.
Crimes Investigados e o “Modus Operandi”
A Polícia Federal aponta que o grupo investigado operava sob uma estrutura de organização criminosa dedicada a uma série de delitos graves:
- Corrupção e Lavagem de Dinheiro: Movimentação de ativos vinculados a práticas ilícitas para ocultar a origem dos recursos.
- Invasão de Dispositivos Informáticos: Ataques cibernéticos e acesso ilegal a dados para viabilizar fraudes ou obter vantagens.
- Ameaça: Utilização de coação para garantir a manutenção das operações do grupo.
Segundo nota oficial da PF, o bloqueio bilionário de bens visa “interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”.
Desdobramentos no Setor Financeiro
A prisão de Daniel Vorcaro e o volume dos valores bloqueados enviaram uma onda de choque pelo mercado financeiro nacional. A participação do Banco Central nas investigações sugere que as irregularidades podem ter atingido mecanismos de conformidade (compliance) e segurança do sistema bancário, justificando o nome da operação.
Os presos e os materiais apreendidos estão sendo encaminhados para as superintendências da Polícia Federal, onde serão realizados os depoimentos e a análise pericial de documentos e computadores.

