
Os servidores dos Correios iniciaram, nesta sexta-feira (11), uma paralisação por tempo indeterminado em Mato Grosso do Sul. O movimento integra uma mobilização de âmbito nacional e registra adesão quase unânime entre os sindicatos que realizaram assembleias deliberativas, de acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul (Sintect/MS).
Na Capital, a concentração inicial dos trabalhadores teve início no Complexo dos Correios, localizado no cruzamento da Rua Barão do Rio Branco com a Avenida Ernesto Geisel.
Motivações e impasses na Campanha Salarial 2026/2027
A deflagração do movimento paredista ocorre em resposta à ausência de avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho e à tentativa de redução de garantias trabalhistas. O presidente do Sintect/MS, Wilton dos Santos Lopes, criticou a postura adotada pela direção da estatal:
“Nós estamos sofrendo ataques de retirada de direitos, infelizmente, por essa gestão da empresa, que é incompetente e está cada vez mais aprofundando a crise nos Correios.”
Pautas prioritárias da categoria
A pauta de reivindicações dos ecetistas concentra-se em quatro pilares fundamentais:
- Plano de Saúde: Manutenção irrestrita da assistência médica e odontológica, apontada como o ponto de maior sensibilidade da mesa de negociação, benefício pelo qual a categoria já abriu mão de ganhos salariais reais em acordos anteriores;
- Reposição salarial: Aplicação integral do índice de inflação acumulado no período nas remunerações e benefícios;
- Condições de trabalho: Melhoria na infraestrutura das agências, centros operacionais e rotas de entrega;
- Preservação de cláusulas históricas: Manutenção de todas as garantias consolidadas no atual instrumento normativo.
Panorama da mobilização
| Aspecto | Detalhes da Mobilização |
| Início | Sexta-feira, 11 de setembro de 2026 |
| Duração | Prazo indeterminado |
| Abrangência | Estadual (inserida em calendário nacional) |
| Ponto de concentração em Campo Grande | Complexo Central (Rua Barão do Rio Branco com Av. Ernesto Geisel) |
| Eixos de negociação | Assistência à saúde, recomposição inflacionária e condições laborais |
A liderança sindical afirma que a paralisação continuará até que a direção central dos Correios e o governo federal reabram as negociações com propostas concretas para o atendimento das demandas da categoria.
Com informações de Sintect/MS.

