
O Vaticano confirmou nesta segunda-feira (21) a morte do papa Francisco, aos 88 anos, em razão de uma pneumonia bilateral. Primeiro pontífice latino-americano da história, o líder da Igreja Católica enfrentava sérios problemas respiratórios desde o final de 2022.
Francisco foi diagnosticado com pneumonia bilateral no fim de 2024 e passou por diversas internações nos últimos meses. O quadro se agravou em fevereiro deste ano, quando ele foi internado no Hospital Gemelli, em Roma, com uma infecção polimicrobiana nos pulmões.
A condição evoluiu rapidamente, levando a um diagnóstico de pneumonia bilateral em 18 de fevereiro. No dia 22, o Vaticano informou pela primeira vez que o estado de saúde do pontífice era considerado crítico. Ele apresentou crises de asma e precisou de ventilação mecânica. Também enfrentou plaquetopenia, anemia e insuficiência renal leve, sendo submetido a transfusões de sangue.
Em 28 de fevereiro, Francisco sofreu um broncoespasmo e aspirou parte do próprio vômito, o que causou uma crise respiratória grave e exigiu nova intervenção médica. As informações são de A Crítica.
O papa apresentou uma leve melhora no início de abril e chegou a receber alta hospitalar. No domingo de Páscoa (20), fez sua última aparição pública, acenando aos fiéis na Praça São Pedro, sem suporte respiratório. Na ocasião, também recebeu brevemente o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance.
Francisco lidava com complicações pulmonares desde a juventude. Aos 21 anos, perdeu parte do pulmão em decorrência de uma pleurisia. Sua saúde vinha sendo motivo de atenção constante nos últimos anos de pontificado.
Editado por Roberta Cáceres

