
O Governo de Mato Grosso do Sul deu o pontapé inicial no planejamento das celebrações do cinquentenário do estado. Na primeira reunião do grupo de trabalho (GT) multidisciplinar, liderada pelo governador Eduardo Riedel, ficou definida a meta de construir um calendário festivo amplo, participativo e de caráter coletivo, envolvendo ativamente os mais diversos segmentos da sociedade civil ao longo de todo o ano comemorativo.
O decreto com a nomeação dos dirigentes do Executivo estadual que passam a integrar o comitê oficial foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (28). A equipe terá a missão de integrar ações transversais nas áreas de educação, cultura, turismo, esporte e comunicação.
Construção coletiva e resgate da identidade
Durante a abertura dos trabalhos, o governador Eduardo Riedel enfatizou que o foco principal das comemorações é valorizar a história regional por meio da trajetória de seus próprios habitantes, evitando um formato centralizador.
“Cada pessoa tem uma história bonita para contar dentro desses 50 anos. Por isso, a ideia é conversar com o máximo de pessoas possível, ouvir diferentes visões e organizar esse processo para que a comemoração tenha identidade, participação e representatividade”, destacou Riedel.
Coordenação e a centralidade sul-americana
A coordenação do grupo de trabalho ficou sob a responsabilidade de Athayde Nery, ex-secretário estadual e ex-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS). Para o coordenador, o cinquentenário deve servir como um momento de profunda reflexão sobre o passado e, principalmente, sobre o direcionamento do futuro do estado.
Nery ressaltou o papel de destaque que a unidade federativa conquistou no cenário nacional e internacional, impulsionada por sua rica bagagem étnica e relevância geopolítica:
- Diversidade cultural: Resultado de uma histórica mistura de povos, etnias indígenas e correntes migratórias;
- Posição estratégica: Localização que funciona como um hub logístico e comercial no continente;
- Protagonismo econômico: Força consolidada na produção e exportação agrícola.
“Tenho dito sempre que Mato Grosso do Sul é o coração do Brasil e o coração da América do Sul. Não apenas do ponto de vista geográfico, mas pelo que representa em produção agrícola, cultura e mistura de povos”, concluiu o coordenador.

