
Para que a folia não deixe sequelas, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) montou uma verdadeira força-tarefa de prevenção para o Carnaval 2026. Com o aumento expressivo do fluxo de turistas e das interações sociais, o estado intensificou a logística de distribuição de insumos, garantindo que a proteção esteja ao alcance de todos os foliões, do Pantanal à fronteira.
A operação, coordenada pela gerência de IST/Aids e Hepatites Virais, impressiona pelo volume. Ao todo, foram enviados aos municípios:
- Preservativos: Mais de 1,37 milhão de unidades externas e 123 mil internas.
- Lubrificantes: 97.100 unidades de gel para auxiliar na redução de riscos de lesões e rompimentos.
- Diagnóstico: Uma remessa de mais de 50 mil testes rápidos, abrangendo HIV, Sífilis e Hepatites B e C, além de autotestes para garantir a privacidade do diagnóstico.
“O uso do preservativo deve estar presente em todas as relações. Quando garantimos a distribuição e a testagem, ampliamos a autonomia das pessoas para que vivenciem esse período com responsabilidade”, destaca Larissa Martins, gerente de IST/Aids da SES.
Além da Camisinha: PrEP e PEP
A estratégia da SES reforça que o SUS oferece uma “mandala de prevenção” que vai além do método de barreira. Duas siglas são fundamentais para quem se encontra em situações de vulnerabilidade:
- PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): Uso contínuo de medicamentos para quem tem maior risco de infecção, preparando o organismo para um eventual contato com o vírus HIV.
- PEP (Profilaxia Pós-Exposição): Medida de urgência. Se você teve uma relação desprotegida ou o preservativo estourou, tem até 72 horas para procurar uma unidade de saúde e iniciar o tratamento que impede a infecção pelo HIV.
Onde Buscar Ajuda?
A SES reforça que a PEP e os testes estão disponíveis gratuitamente na rede pública. Em caso de dúvida ou exposição de risco, a orientação é clara: não espere. Procure imediatamente uma unidade de saúde (UPA ou CRS) para avaliação e início das medidas cabíveis.

