
Mato Grosso do Sul consolidou sua posição entre as unidades federativas com melhor qualidade de vida do país ao alcançar a 7ª colocação no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. O levantamento inédito avaliou o desempenho social e ambiental de todos os 5.570 municípios brasileiros.
O Estado obteve a pontuação geral de 64,14, posicionando-se acima da média nacional (63,40). No topo do ranking, MS ficou atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Goiás.
Produzido pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com o Social Progress Imperative e outras instituições, o IPS mede diretamente o bem-estar da população a partir de 57 indicadores socioambientais. O grande diferencial do índice é a exclusão de critérios puramente econômicos (como o PIB), focando estritamente em aspectos como saúde, educação, moradia, segurança, inclusão e sustentabilidade.
Oportunidades e inclusão produtiva em destaque
Um dos resultados mais expressivos para Mato Grosso do Sul foi registrado na dimensão Oportunidades, historicamente considerada o gargalo mais complexo do avanço social no Brasil. Enquanto a média nacional desse eixo foi de apenas 46,82 pontos, MS despontou no grupo seleto de 13 estados que superaram a média do país, figurando ao lado de potências como o Distrito Federal e São Paulo.
Essa dimensão monitora o acesso ao ensino superior, direitos e liberdades individuais, além da inclusão social. De acordo com o Governo do Estado, o bom desempenho reflete a eficácia das políticas geridas pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
“O IPS mostra que desenvolvimento não pode ser medido apenas pelo tamanho da economia. Mato Grosso do Sul vem avançando em qualidade de vida, oportunidades e acesso a serviços essenciais, resultado de uma estratégia que alia crescimento econômico, sustentabilidade e inclusão produtiva”, destacou o secretário da Semadesc, Artur Falcette.
Força nas Necessidades Humanas Básicas
Mato Grosso do Sul também garantiu posição de vanguarda na dimensão Necessidades Humanas Básicas, figurando entre os oito melhores estados do Brasil. Esse eixo audita as fundações do bem-estar social, incluindo:
- Nutrição e cuidados médicos básicos;
- Água potável e saneamento universal;
- Moradia digna;
- Segurança pessoal.
O relatório aponta que o Centro-Oeste, junto ao Sul e Sudeste, concentra os melhores resultados desse eixo, especialmente em municípios de menor porte populacional, beneficiados por uma infraestrutura urbana mais ajustada e agilidade no acesso a serviços públicos essenciais.
O Equilíbrio entre PIB e Bem-Estar Social
O IPS Brasil 2026 fomenta um debate crucial: o crescimento econômico isolado pode desencadear desigualdade e degradação ambiental se não for acompanhado de progresso social.
Mato Grosso do Sul tem se destacado justamente por mitigar esse risco. Impulsionado por um boom na agroindústria, na cadeia produtiva da celulose e na bioenergia, o Estado soube converter a atração de investimentos privados em investimentos públicos voltados à bioeconomia, transição energética e qualificação de mão de obra.
“O desenvolvimento sustentável precisa chegar na vida das pessoas. O desafio não é apenas crescer economicamente, mas transformar esse crescimento em oportunidades, renda, infraestrutura e qualidade de vida para a população. É isso que os indicadores mostram em Mato Grosso do Sul”, concluiu Falcette.
O levantamento completo, com os recortes municipais detalhados, pode ser consultado diretamente no portal oficial do Índice de Progresso Social Brasil.

