16 de setembro de 2026
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Em carta a Fachin, 13 ex-ministros do STF apontam ‘mais aguda crise’ da história da Corte e cobram sessão pública e apuração

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Um grupo formado por 13 ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enviou, nesta terça-feira (8), uma carta formal ao presidente da Corte, Edson Fachin, cobrando a realização urgente de uma sessão pública do plenário para debater as recentes denúncias que atingem integrantes do tribunal e determinar uma investigação rigorosa sobre os fatos.

No manifesto, os magistrados aposentados classificam o atual momento institucional como a “mais aguda crise” já enfrentada pelo Supremo em seus mais de 130 anos de história.

Preservação da autoridade institucional e devido processo

Embora o texto não faça menção nominal a magistrados específicos nem cite casos concretos — como o embate deflagrado em torno do processo do Banco Master —, os signatários enfatizam que a repercussão pública das denúncias abala diretamente a credibilidade do Poder Judiciário perante a sociedade e põe em risco o equilíbrio democrático:

“[Temos] a absoluta convicção de que Vossa Excelência designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal.”

Os ex-ministros ressaltam que a elucidação das suspeitas precisa ocorrer com celeridade máxima, garantindo-se as prerrogativas do contraditório, da ampla defesa e das normas processuais vigentes.

Relação dos signatários

O documento reúne personalidades históricas que presidiram e integraram a Corte ao longo das últimas décadas:

  • Ayres Britto
  • Carlos Velloso
  • Celso de Mello
  • Cezar Peluso
  • Ellen Gracie
  • Eros Grau
  • Francisco Rezek
  • Ilmar Galvão
  • Joaquim Barbosa
  • Nelson Jobim
  • Néri da Silveira
  • Rosa Weber
  • Sydney Sanches

A manifestação inédita e de forte peso simbólico amplia a pressão interna e externa sobre a presidência do STF por uma resposta institucional colegiada e transparente.

Com informações de Supremo Tribunal Federal (STF).

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