
Diante da aproximação de um fenômeno El Niño de alta intensidade, o governo federal anunciou a instalação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) em Campo Grande a partir de novembro. O programa tem como missão atuar em eventos críticos que demandam suporte emergencial e atendimento médico especializado para proteger a saúde da população.
A decisão foi comunicada pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, durante reunião com gestores estaduais e municipais sobre estratégias de enfrentamento a eventos climáticos extremos. No Centro-Oeste, apenas Campo Grande e Brasília contarão com postos da força federal.
Estruturação de pronta resposta e monitoramento
Segundo o Executivo federal, a presença antecipada da FN-SUS busca descentralizar os pontos de atendimento, agilizar a resposta médica e realizar ações de capacitação contínua junto às redes de saúde locais.
- Histórico da FN-SUS: O programa foi instituído após o desastre climático da Região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, com o propósito de reforçar a assistência em crises socioambientais e desastres naturais.
- Iniciativas integradas: Paralelamente, em Cuiabá (MT), o Ministério da Saúde estruturou o Centro de Informação em Saúde e Clima (Cisc) para monitorar em tempo real os reflexos de extremos climáticos sobre os serviços de atendimento público.
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande informou que aguarda a formalização oficial sobre os detalhes operacionais e o tempo de permanência da equipe na capital.
Alerta de seca, calor extremo e risco de queimadas em MS
Projeções do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS) indicam a transição para um cenário de El Niño de intensidade moderada a forte entre a primavera e o início do verão. O quadro deve potencializar ondas de calor frequentes e manter as temperaturas acima da média climatológica.
Mato Grosso do Sul está sob decreto de emergência ambiental por 180 dias, abrangendo todos os 79 municípios. A medida visa conter o risco elevado de incêndios florestais — em especial no Bioma Pantanal —, onde a vegetação seca acumulada aumenta a suscetibilidade à rápida propagação do fogo, com impactos que podem se estender até o início de 2027.

