
A capital de Mato Grosso do Sul conquistou a 4ª posição entre as capitais brasileiras no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil, divulgado na manhã desta quarta-feira (20). Com uma pontuação de 69,77 pontos, Campo Grande consolidou-se no grupo de elite do desenvolvimento social e ambiental do país, superando a média nacional, que fixou-se em 63,40 pontos.
O levantamento, coordenado pelo Instituto Imazon, avaliou o desempenho dos 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores multidimensionais. A liderança do ranking das capitais ficou com Curitiba (71,29), seguida por Brasília (70,73) e São Paulo (70,64). A diferença entre a capital sul-mato-grossense e a primeira colocada foi de apenas 1,52 ponto.
Pontos Fortes: Direitos Individuais e Moradia
O desempenho de Campo Grande foi impulsionado por resultados expressivos nas áreas de moradia, inclusão social e infraestrutura urbana básica. O grande destaque da Capital foi o componente de Direitos Individuais, no qual a cidade superou todas as demais concorrentes do topo da tabela.
| Capital | Pontuação Geral no IPS | Nota em Direitos Individuais |
| 1º Curitiba (PR) | 71,29 | 29,12 |
| 2º Brasília (DF) | 70,73 | Não especificado |
| 3º São Paulo (SP) | 70,64 | Não especificado |
| 4º Campo Grande (MS) | 69,77 | 37,40 |
Além disso, a cidade obteve avaliações robustas em indicadores de água e saneamento básico, acesso à educação superior, nutrição, cuidados médicos essenciais, segurança pessoal e acesso à informação e comunicação, posicionando-se à frente de metrópoles como Belo Horizonte (69,66).
Desafios para o Topo do Ranking
Apesar do posicionamento destacado, o relatório aponta gargalos estruturais que impediram Campo Grande de alcançar o pódio do ranking. O município ainda apresenta vulnerabilidades e necessita de evolução em eixos como:
- Qualidade do meio ambiente;
- Saúde e bem-estar da população;
- Acesso ao conhecimento básico;
- Liberdade individual e de escolha.
Cenário Nacional e Desigualdade Regional
Na faixa intermediária do estudo aparecem capitais como Rio de Janeiro (67,00) e Porto Alegre (66,94). Já as últimas posições do ranking foram ocupadas por Macapá (59,65) e Porto Velho (58,59). De acordo com a coordenadora do IPS Brasil, Melissa Wilm, a distância de mais de 12 pontos entre os extremos do ranking evidencia a persistência de severas desigualdades regionais na qualidade de vida no país.
O instituto alertou ainda que, de forma geral, mesmo as cidades mais ricas enfrentam desafios crônicos no quesito de inclusão, com índices preocupantes de violência contra minorias, deficit no acolhimento de populações em situação de rua e baixa paridade de gênero e raça no Poder Legislativo municipal.
No recorte estadual, Mato Grosso do Sul conquistou a 7ª colocação nacional, ficando atrás do bloco composto por Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Goiás.

