16 de setembro de 2026
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Caminhada em Campo Grande clama por fim ao feminicídio e homenageia subtenente morta

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(Foto: Pedro Ernesto/ALEMS)

Sob o impacto da comoção e da indignação, um grupo de mulheres ocupou as ruas da região central da capital sul-mato-grossense na manhã desta terça-feira (21). O ato, que teve início na Praça Ary Coelho e seguiu até a Praça do Rádio, manifestou um pedido urgente por justiça e pela conscientização sobre a violência de gênero no estado.

A mobilização foi motivada pela morte da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos. Encontrada morta a tiros em sua residência, a militar tornou-se símbolo de uma luta que ultrapassa as estatísticas e expõe a vulnerabilidade feminina, independentemente da profissão ou posição social.


“Questão de saúde pública”

Para as organizadoras, o movimento é uma resposta à cultura de culpabilização das vítimas. A policial da reserva Denise Benevides Schneider, amiga próxima de Marlene e uma das líderes do ato, destacou que a sociedade falhou ao julgar a subtenente em vez de oferecer acolhimento.

“A sociedade, ao invés de apoiar, julgou a Marlene sem saber o que ela estava vivendo. Se a gente não fizer nada, isso vai continuar. Não é só violência doméstica, é uma questão de saúde pública”, alertou Denise.


Baixa adesão masculina gera reflexão

O deputado estadual Coronel David marcou presença no trajeto e lamentou a ausência de homens na caminhada. Para o parlamentar, o enfrentamento ao feminicídio exige uma mudança profunda no comportamento masculino, e não apenas o fortalecimento das redes de apoio às mulheres.

  • Responsabilidade: O parlamentar enfatizou que a culpa pelos crimes jamais deve ser atribuída à vítima.
  • Conscientização: “Hoje estamos aqui para homenagear uma pessoa que esbanjava alegria. Infelizmente, foi vítima de uma violência que vem tirando muitas mulheres do nosso convívio”, declarou.
  • Mudança de conduta: Segundo ele, os homens precisam ser os protagonistas da mudança de atitude para que a violência cesse.

Clamor por Justiça

Além de homenagear a memória da subtenente, a caminhada reforçou a cobrança por políticas públicas mais eficazes, maior rigor na responsabilização dos agressores e um sistema de proteção que impeça novos casos de feminicídio em Mato Grosso do Sul.

O movimento encerrou-se na Praça do Rádio, com falas emocionadas que pediam que o nome de Marlene não fosse apenas mais um número nas estatísticas, mas o estopim para uma transformação real na segurança pública e na cultura local.

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