
O Bioparque Pantanal realizou, entre os dias 1º e 6 de junho, uma imersão focada na sustentabilidade e na conscientização ecológica. Em celebração à Semana Nacional do Meio Ambiente, o maior aquário de água doce do mundo promoveu um cronograma de atividades que uniu ciência, ludicidade e parcerias estratégicas de conservação da fauna pantaneira e cerrado.
Entre as principais atrações, o público pôde conferir de perto o trabalho técnico desenvolvido no complexo por meio de um laboratório móvel, onde foram demonstradas larvas e alevinos de peixes reproduzidos no próprio local. Na parte pedagógica, o Núcleo de Educação Ambiental (NEA) comandou contações de histórias utilizando os chamados “animais sentinelas” — como ariranhas, onças e jacarés —, que funcionam como importantes indicadores da saúde dos ecossistemas.
Parceria destaca “Gigantes” ameaçados de extinção
Um dos grandes destaques da semana foi a intervenção cultural e científica “Nossos Gigantes”, realizada em parceria com o Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS). A exposição levou para o circuito de aquários discussões fundamentais sobre a preservação de duas das espécies mais emblemáticas e ameaçadas do Estado: o tamanduá-bandeira e o tatu-canastra.
A mostra ofereceu aos visitantes:
- Experiência sensorial: Modelos lúdicos que permitiram visualizar o tamanho real das garras e unhas dos animais;
- Mitigação de impactos: Apresentação de estratégias práticas para reduzir os acidentes rodoviários envolvendo a fauna silvestre;
- Sustentabilidade integrada: Demonstração do papel de parcerias com produtores de mel locais na conservação da flora e da fauna.
Ciência conectada à emoção
De acordo com a administração do Bioparque, o objetivo central das dinâmicas é despertar o senso de pertencimento na população.
“A Semana Nacional do Meio Ambiente é um momento para reforçarmos o nosso compromisso com a vida. A parceria com o ICAS é fundamental para conectarmos a ciência ao coração dos nossos visitantes, trazendo para dentro do Bioparque o trabalho realizado em campo. O conhecimento é a ferramenta mais poderosa que temos para garantir a preservação dos nossos biomas”, destacou a Diretora-Geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri.
O coordenador pedagógico do NEA, Dilan Hugo, reiterou que tocar o lado emocional do visitante faz com que ele entenda que “proteger o ecossistema é, acima de tudo, proteger o próprio futuro”.
A estratégia tem gerado resultados práticos no público jovem. O estudante Lucas Contrera, de 15 anos, aprovou a experiência diferenciada de aprendizado. “As atividades interativas fizeram eu perceber que pequenas atitudes no nosso dia a dia também ajudam a preservar o meio ambiente”, concluiu o estudante após a visita.

