16 de setembro de 2026
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Avanço da indústria de celulose estimula trabalhadores a retomar estudos em Inocência

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Projeto oferecido pela Arauco em parceria com Prefeitura e Sesi prepara moradores para o Encceja; iniciativa registrou 63% de aprovação no município.

A transformação econômica gerada pela construção de uma fábrica de celulose em Inocência tem motivado trabalhadores a buscar qualificação e retomar a trajetória escolar. Para atender a essa demanda, um curso preparatório gratuito para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) vem servindo de suporte para quem busca obter os diplomas do Ensino Fundamental ou Médio e disputar vagas na futura operação industrial.

A iniciativa é promovida pela empresa Arauco em parceria com a Prefeitura Municipal de Inocência e apoio do Serviço Social da Indústria (Sesi). A estrutura oferecida abrange material didático, alimentação e monitoria infantil para os filhos dos alunos durante as aulas — suporte pensado para atender profissionais que conciliam rotina de trabalho e compromissos familiares.

No ciclo anterior, o preparatório registrou 63% de aprovação entre os participantes em Inocência, índice superior à média nacional registrada pelo exame, que ficou em 12,5%. Em 2026, a aplicação do Encceja em todo o território nacional está agendada para o dia 23 de agosto.

Foco na transição da obra para a operação

Com as obras da planta de celulose em andamento, concluir a escolaridade básica virou pré-requisito estratégico para profissionais que pretendem migrar dos canteiros de construção civil para os postos fixos de trabalho na fase operacional da fábrica.

É o caso do carpinteiro maranhense Marcelo Augusto Brito, que se mudou para o município sul-mato-grossense para atuar na edificação da unidade. Sua rotina inicia-se antes das 5h e estende-se até o período noturno, com três horas diárias de aula no curso preparatório:

“Depois de um dia inteiro de trabalho, a gente ainda vem para a aula. Não sei de onde tiro tanta disposição, mas a vontade de crescer e buscar conhecimento é maior. A obra vai acabar, mas a fábrica vai precisar de profissionais preparados. Por isso, estou concluindo os estudos, para tentar uma vaga dessas. Quero construir uma carreira aqui, conquistar um cargo melhor e dar mais estabilidade para a minha família.”

A ampliação da exigência por escolaridade acompanha a consolidação do polo florestal e fabril de celulose na região, tornando a certificação do Ensino Médio um diferencial competitivo no mercado de trabalho local.

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