16 de setembro de 2026
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Aos 127 anos, Campo Grande atrai novos moradores, mas exige planejamento financeiro diante do custo de vida

Campo Grande amanheceu sob nevoa nesta sexta feira com ceu encoberto ruas molhadas e temperaturas mais baixas na regiao central da cidade. Grande 1000x750

Ao completar 127 anos nesta quarta-feira (26), Campo Grande consolida seu crescimento demográfico em direção a um milhão de habitantes, segundo dados do IBGE. Entre 2010 e 2022, a capital sul-mato-grossense recebeu 29.062 migrantes de outros estados e cerca de 6 mil estrangeiros. O fluxo reflete os bons indicadores do município, que figura entre as cinco melhores capitais do país e em segundo lugar no Centro-Oeste no ranking do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil.

Apesar da qualidade de vida atrativa, o orçamento doméstico exige cálculo detalhado para quem planeja se mudar para a Cidade Morena, conforme apurou levantamento do jornal A Crítica.

Habitação e despesas de consumo básico

Pesquisas realizadas na plataforma InfoImóveis em bairros próximos à região central apontam variações conforme o tamanho do imóvel e a localização:

  • Kitnets e compactos: Aluguéis médios de R$ 850 a R$ 1.500 para quem mora sozinho, variando entre opções de um e dois quartos.
  • Casas para famílias: Imóveis de dois ou três quartos têm valores médios em torno de R$ 2.300, com custo elevado conforme a proximidade dos eixos das avenidas Afonso Pena e Mato Grosso.
  • Energia elétrica (Energisa): Com tarifa média em torno de R$ 1,40/kWh (com tributos), a conta mensal varia de R$ 150 a R$ 200 para uma pessoa e atinge cerca de R$ 400 para famílias de quatro pessoas (em uso moderado).
  • Água e esgoto (Águas Guariroba): A despesa média gira em R$ 90 para residência individual e entre R$ 250 e R$ 300 para grupos familiares de quatro integrantes, desconsiderando piscinas ou regas extensivas.

Alimentação, supermercados e mobilidade urbana

Os gastos com alimentação representam parcela expressiva no orçamento local. Conforme o DIEESE e a Conab, a cesta básica na capital registrou valor de R$ 809,08 em julho — a 6ª mais cara entre as capitais brasileiras —, demandando 109 horas e 49 minutos de trabalho para quem recebe o piso nacional.

Pesquisas do Procon/MS e da ANP apontam os seguintes preços médios nos postos e gôndolas:

Item / ServiçoPreço Médio de Referência
Gasolina comum (litro)R$ 6,25
Tarifa do transporte coletivoR$ 4,95
Pacote de Arroz Tipo 1 (5 kg)R$ 21,13
Feijão carioca (1 kg)R$ 12,03
Café tradicional (500 g)R$ 26,86
Leite integral (1 litro)R$ 5,94
Ovos brancos (cartela c/ 30)R$ 20,13
Carne bovina: Acém / Músculo / Patinho (kg)R$ 37,59 / R$ 36,75 / R$ 49,79

Custos com lazer e serviços pessoais

Para momentos de descanso e lazer gastronômico, pratos tradicionais como a tigela de sobá custam em média R$ 35,00, enquanto pizzas de entrega giram em R$ 40,00. Ingressos de cinema variam entre R$ 35,00 (dias úteis) e R$ 40,00 (fins de semana e feriados). Espaços públicos ao ar livre, como o Parque das Nações Indígenas e o Parque dos Poderes, mantêm acesso gratuito.

No setor de estética e barbearias, levantamento do Procon/MS indica valores médios de R$ 53,33 para corte de cabelo, R$ 52,22 para barba e R$ 96,67 para o serviço combinado de corte e barba.

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