
Na manhã de quarta-feira, 2 de abril, o pátio do batalhão do Gemop, no bairro Jockey Club, parecia saída de um comercial alemão: 14 motos BMW alinhadas, tanques reluzentes, motores prontos. Mas o cenário é 100% campo-grandense — e parte de uma estratégia da Prefeitura de Campo Grande para garantir mais segurança em um dos pontos mais sensíveis do serviço público: as unidades de saúde.
A prefeita Adriane Lopes (PP) fez a entrega da nova frota à Guarda Civil Metropolitana e aproveitou para lançar também um aplicativo exclusivo que permitirá a profissionais da saúde acionarem a Guarda em tempo real, direto do celular, em caso de emergência. É como apertar um botão e ter reforço chegando com precisão de GPS — tudo isso em UPAs e CRSs que funcionam 24 horas por dia
Das 14 motocicletas adquiridas, 12 vão para o Grupamento Especializado de Motopatrulhamento (Gemop) e outras duas reforçarão o trabalho dos agentes de trânsito. O investimento total: R$ 1,2 milhão, bancado pela Prefeitura com foco na proteção de servidores e pacientes.
Segurança com presença – “A ideia é dar agilidade ao atendimento, especialmente em momentos de tensão ou risco”, explicou Adriane. Inspirado no modelo de escolta escolar, o novo sistema coloca a Guarda mais próxima das equipes de saúde, que por muitas vezes enfrentam, além da exaustão, episódios de ameaça e violência.
Segundo o secretário municipal de Segurança e Defesa Social, Anderson Gonzaga, o reforço vai priorizar dez unidades que funcionam ininterruptamente, com agentes de prontidão para intervir sempre que necessário.
Treinamento de ponta, presença constante – Os agentes que pilotarão as BMWs passaram por mais de 400 horas de treinamento, entre aulas técnicas e táticas de patrulhamento. E, para garantir domínio completo sobre as novas motocicletas, um especialista da BMW será enviado a Campo Grande para aperfeiçoar o uso dos equipamentos.
O objetivo, segundo a gestão municipal, não é só “mostrar serviço”, mas estar presente onde a população mais precisa — com agilidade, estrutura e tecnologia. O reforço à segurança da saúde pública é parte de uma política maior da Prefeitura, que vem buscando soluções práticas e visíveis para problemas que muitas vezes parecem distantes.
Quando a gestão chega primeiro – Enquanto em outras cidades do país o tema “segurança em unidades de saúde” ainda é tratado como um problema sem resposta, em Campo Grande a resposta já está nas ruas — ou melhor, nas pistas. Com motos potentes, agentes treinados e uma ferramenta de tecnologia simples, mas eficaz, a Prefeitura dá um passo firme para proteger quem cuida de todo mundo.
Editado por Roberta Cáceres

