
As três principais lideranças políticas que saíram vitoriosas das urnas em Mato Grosso do Sul desembarcaram em Brasília nesta quarta-feira (7) para oficializar o engajamento direto na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O governador reeleito Eduardo Riedel (PP), a senadora Tereza Cristina (PP) e o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) reuniram-se com o candidato do PL para traçar o plano de ação eleitoral no Estado e coordenar palanques regionais.
A movimentação ocorre logo após a formalização do apoio nacional da federação partidária composta por PP e União Brasil à candidatura de Flávio, costurada e anunciada por Tereza Cristina como deliberação consensual das executivas nacionais de ambas as legendas.
Unificação da máquina política estadual em torno do PL
Em publicação nas redes sociais, Riedel pontuou que a ida à capital federal serviu para “ratificar o apoio ao presidente Flávio Bolsonaro e definir os próximos passos da campanha em Mato Grosso do Sul”.
A aliança consolida um bloco hegemônico no Estado, articulando o Executivo estadual e a totalidade das vagas de MS no Senado a partir de 2027:
- Eduardo Riedel (PP): Reeleito no primeiro turno com 67,07% dos votos válidos (914.323 votos);
- Reinaldo Azambuja (PL): Ex-governador eleito senador com 34,76% dos votos válidos;
- Tereza Cristina (PP): Senadora com mandato até 2031 e articuladora central da bancada do agronegócio;
- Capitão Contar (PL): Segundo senador eleito por MS, também integrante da base de sustentação do PL nacional.
Histórico da convergência conservadora em Mato Grosso do Sul
A atuação conjunta em Brasília marca a transição de apoios pontuais para uma integração direta na estratégia nacional:
- 2018: Ainda pelo PSDB, Reinaldo Azambuja declarou apoio público a Jair Bolsonaro na disputa pelo Planalto;
- 2022: Em sua primeira eleição ao governo estadual, Eduardo Riedel dividiu o palanque com Tereza Cristina e contou com manifestações de preferência de Jair Bolsonaro. No segundo turno, tanto Riedel quanto Azambuja reiteraram o voto no ex-presidente;
- 2026: Com a migração de Azambuja para o PL e a federação PP/União Brasil chancelando a chapa, a cúpula sul-mato-grossense assume papel de linha de frente na mobilização do Centro-Oeste para a votação de 25 de outubro.

