
No marco das ações alusivas ao Mês da Mulher, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia de Água Clara, efetuou nesta sexta-feira (6) a prisão de dois homens foragidos da Justiça de São Paulo. Ambos respondem pelo crime de estupro, e a captura reforça a política de tolerância zero da instituição contra crimes de dignidade sexual e violência doméstica.
A operação é um desdobramento do monitoramento constante de inteligência que visa impedir que criminosos utilizem a divisa entre estados para evadir-se do cumprimento de sentenças judiciais.
Os Alvos da Operação
As prisões ocorreram em pontos distintos do município e envolveram perfis de alta periculosidade:
1. O Condenado de Getulina (SP) O primeiro capturado, um homem de 46 anos, era alvo de um mandado de prisão definitiva expedido pela Comarca de Getulina. Com uma sentença transitada em julgado — onde não cabem mais recursos —, ele possui uma pena de 27 anos de reclusão a cumprir. Após os procedimentos em Água Clara, ele será transferido ao sistema prisional para o início imediato da execução da pena.
2. O Foragido de São José do Rio Preto (SP) O segundo indivíduo, de 59 anos, possuía um mandado de prisão preventiva em aberto. O pedido partiu da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São José do Rio Preto. Investigado também por estupro, o suspeito estava foragido e foi localizado pelas equipes do SIG após diligências de campo.
Compromisso no “Março Lilás”
As capturas não são isoladas. Elas integram um cronograma de intensificação de buscas e prisões durante o mês de março, período em que a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul amplia o cerco contra agressores e abusadores.
“Estas prisões representam o compromisso permanente da instituição no combate à violência doméstica e sexual. Crimes contra a dignidade da mulher não serão tolerados, independentemente de onde o foragido tente se esconder”, reiterou a autoridade policial responsável pela unidade.
Próximos Passos Judiciais
Ambos os detidos passarão por audiência de custódia em solo sul-mato-grossense, onde o Poder Judiciário formalizará as prisões. Posteriormente, a logística de transferência para o estado de São Paulo deve ser coordenada entre as secretarias de segurança pública dos dois estados para que os indivíduos respondam perante as comarcas de origem.

