16 de setembro de 2026
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Polícia Civil conclui investigação sobre morte de Ely da Silva Quevedo na BR-163 e afasta hipótese de feminicídio

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), concluiu as investigações sobre a morte de Ely da Silva Quevedo, ocorrida no dia 13 de abril de 2026, em um trecho da rodovia BR-163, na capital. O caso, que inicialmente foi tratado sob o protocolo de feminicídio, teve a hipótese de crime doloso contra a vida formalmente afastada após a conclusão dos laudos técnicos e periciais.

Dinâmica do ocorrido e conclusão pericial

De acordo com a Polícia Civil, a conclusão foi pautada em um minucioso trabalho investigativo e pericial. Foram analisados vídeos do local do fato, exames no veículo e no corpo da vítima, além da reconstituição da dinâmica do evento.

A constatação técnica: Restou demonstrado que a vítima saiu voluntariamente do veículo em movimento, vindo a cair na pista e ser atropelada pelo próprio automóvel.

Os exames apontaram que:

  • Não foram encontrados vestígios de luta no interior do carro;
  • Não havia lesões defensivas no corpo da vítima;
  • Inexistiam evidências que indicassem qualquer intervenção física por parte do condutor.

Diante disso, a perícia criminal concluiu que a morte decorreu de ação exclusiva da própria vítima, não havendo elementos legais que autorizem a atribuição de responsabilidade penal ao motorista.

Protocolo rigoroso de proteção à mulher

A delegacia ressaltou que a abertura do inquérito como possível feminicídio seguiu rigorosamente os protocolos internos e as políticas públicas de proteção à mulher. A diretriz visa garantir o uso de todos os instrumentos legais e científicos para investigar a fundo qualquer morte suspeita ocorrida em contexto de relacionamento íntimo de afeto, mesmo que já dissolvido.

“O tratamento inicial do caso como feminicídio decorreu da estrita observância às políticas públicas de proteção à mulher e à necessidade de se investigar, com a máxima profundidade, qualquer morte suspeita”, informou a nota da instituição.

Sigilo e respeito aos familiares

Por se tratar de autos sigilosos e em respeito à memória de Ely da Silva Quevedo, bem como à dor de familiares e amigos, a Polícia Civil informou que detalhes adicionais sobre a investigação não serão divulgados.

Ao encerrar o caso, a 1ª DEAM reafirmou seu compromisso com a apuração rigorosa, transparente e humanizada de mortes violentas de mulheres no estado, pautando-se sempre estritamente na legalidade e na ciência.

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