
A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS) alcançou um novo patamar de excelência ao manter, por mais um ano, sua certificação internacional em análises de DNA. O reconhecimento foi concedido pelo Gitad (Grupo Iberoamericano de Trabalho em Análise de DNA), atestando que o Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF) opera sob os mais rigorosos padrões globais de controle externo e precisão técnica.
O selo internacional não é apenas formal; ele assegura a validade jurídica das provas produzidas. “A certificação integra nossa rotina desde 2003 e garante que cada exame atenda a critérios de rastreabilidade e segurança indispensáveis ao processo judicial”, explica a perita criminal Josemirtes Prado da Silva, diretora do IALF.
Salto Tecnológico: De 32 para mais de 5,4 mil perfis
A evolução do banco genético sul-mato-grossense impressiona pelos números. Em 2015, o estado contava com apenas 32 perfis cadastrados. Atualmente, esse número saltou para 5.443 registros na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) — um crescimento superior a 170 vezes em dez anos.
Essa robustez de dados já apresenta resultados práticos no combate ao crime:
- Coincidências Técnicas: 76 identificações positivas (matches) já foram realizadas.
- Cooperação Interestadual: 25 dessas coincidências envolveram crimes cometidos em outros estados, demonstrando a força da integração federativa.
- Eficiência: O índice de correspondência atual é de 1,40% sobre o total de perfis inseridos.
Ciência a serviço da Justiça
Os exames de DNA realizados pela PCi-MS são fundamentais em diversas frentes, desde a análise de vestígios em locais de crime e casos de violência sexual até a identificação de pessoas desaparecidas. Segundo a diretora do IALF, a ampliação do banco é uma meta estratégica do Contrato de Gestão firmado com a Sejusp.
“O banco de perfis genéticos é uma política pública permanente. Ele opera de forma independente das bases de identificação civil, seguindo estritamente o que prevê a Lei Federal nº 12.654/2012”, destaca Josemirtes.
Com a manutenção do certificado internacional, o Mato Grosso do Sul se mantém em um grupo seleto de 58 laboratórios que participam dos exercícios de proficiência do Gitad, garantindo que a prova produzida no estado tenha o mesmo rigor científico dos melhores laboratórios do mundo.

