
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (13), a Operação Rota Cega, mirando uma organização criminosa especializada no tráfico transnacional de drogas e armas. A ofensiva concentrou-se na cidade de Dourados, ponto estratégico da região de fronteira, onde agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão e efetuaram duas prisões temporárias.
O nome da operação faz alusão à tentativa dos criminosos de ocultar trajetos de escoamento de ilícitos, que agora começam a ser mapeados detalhadamente pela inteligência policial.
O Rastro do Crime: De Três Lagoas a Dourados
A investigação que culminou na ação de hoje teve um ponto de partida expressivo em abril de 2025. Na ocasião, uma fiscalização em Três Lagoas resultou na apreensão de 4,5 toneladas de maconha e um fuzil de alto poder de fogo.
Desde o flagrante, a Polícia Federal aprofundou as diligências para identificar quem estava por trás da logística da carga. O cruzamento de dados permitiu à PF chegar aos dois alvos presos nesta sexta-feira, suspeitos de integrar o núcleo operacional do esquema que utiliza o Mato Grosso do Sul como corredor para o tráfico internacional.
Próximos Passos: Perícia e Conexões
Além das prisões, a PF apreendeu aparelhos celulares que são considerados peças-chave para o desdobramento do caso. O material será enviado para a unidade da Polícia Federal em Três Lagoas, onde passará por:
- Extração de dados: Recuperação de mensagens e históricos de localização.
- Análise de rede: Identificação de outros membros da quadrilha e possíveis financiadores.
- Perícia técnica: Busca de provas de transações financeiras ligadas ao tráfico de armas.
Fronteira Blindada
A Operação Rota Cega reafirma a estratégia da Polícia Federal de sufocar as rotas de escoamento em áreas de fronteira. A região é monitorada permanentemente devido à alta incidência de tráfico de entorpecentes e armamentos que alimentam facções em grandes centros urbanos do país.
“A ação de hoje é um desdobramento direto de um trabalho de inteligência que não para na apreensão física da droga, mas busca desestruturar o braço financeiro e logístico do crime”, pontua a corporação em nota.

