16 de setembro de 2026
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PF deflagra operação contra desvio de cota parlamentar e fraude processual

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (01/07), a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada nesta etapa como Operação Galho Fraco II. A ofensiva tem como escopo aprofundar as investigações sobre um esquema de desvio de dinheiro público por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), além de crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de Goiás e Minas Gerais. O foco das ordens judiciais é a coleta rápida e a preservação de novos elementos probatórios.

Empresas de Fachada e Fraude Processual

De acordo com a nota oficial emitida pela corporação, a inteligência financeira da PF detectou indícios consistentes de um esquema estruturado entre agentes públicos, empresários e pessoas jurídicas. As empresas envolvidas eram supostamente utilizadas para simular a prestação de serviços e dar aparência de legalidade à movimentação espúria dos recursos do erário.

A instauração desta nova fase também foi motivada por interferências nas apurações:

“Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas no decorrer dos últimos meses, o que pode caracterizar o crime de fraude processual”, informou a Polícia Federal.

Desdobramento de Fases Anteriores

A Operação Rent a Car teve início após a identificação de fraudes e superfaturamento na contratação de empresas de locação de veículos por gabinetes políticos. A atual fase busca rastrear o caminho final do dinheiro e identificar os reais beneficiários dos repasses.

O histórico da investigação aponta para núcleos políticos expressivos:

  • Primeira Fase (Dezembro/2025): Denominada originalmente como Operação Galho Fraco, teve como alvos de busca e apreensão os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), além de assessores legislativos, funcionários partidários e operadores financeiros ligados aos parlamentares.
  • Fase Atual (Julho/2026): Concentra-se no mapeamento do fluxo de lavagem de capitais e na responsabilização de quem tentou obstruir o avanço das investigações.

Os materiais apreendidos nesta manhã serão catalogados e submetidos à perícia técnica no Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, em Brasília.

Com informações da Polícia Federal e Agência Brasil.

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