
Uma ofensiva estratégica de dez dias contra o narcotráfico na fronteira resultou na erradicação de extensas áreas de cultivo de maconha no Paraguai. A ação, realizada sob o guarda-chuva da Operação Nova Aliança 54, atingiu diretamente o fluxo de entorpecentes que abastece o mercado brasileiro, gerando um impacto financeiro estimado em R$ 220 milhões para as organizações criminosas.
As incursões ocorreram em áreas de densa vegetação no departamento de Canindeyú, concentrando-se nas reservas naturais de Morombí, Pindó e 7 Montes. O trabalho foi fruto de uma cooperação internacional entre a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), a Polícia Federal brasileira e o suporte tático de helicópteros da Força Aérea Paraguaia.
Balanço da Operação
O saldo da ofensiva revela a magnitude da infraestrutura montada pelo crime na região:
- Área erradicada: 95 hectares de plantações em diversos estágios de maturação.
- Acampamentos destruídos: 07 bases de produção e armazenamento desmanteladas.
- Droga processada: 6.300 quilos de maconha pronta para o consumo foram incinerados.
Segundo estimativas técnicas, a combinação da área cultivada destruída com a droga já processada equivale à retirada de 291 toneladas de cannabis de circulação.
Estratégia e Cooperação Internacional
A estratégia da “Nova Aliança” foca na asfixia financeira do tráfico através da interrupção do ciclo produtivo. Ao destruir a droga ainda na origem, as forças de segurança evitam os altos custos e riscos de apreensões nas rodovias e centros urbanos.
A região de Canindeyú é considerada um dos pontos nevrálgicos para o escoamento de drogas rumo ao Brasil. De acordo com a Senad, a continuidade dessas ações integradas é fundamental para desestabilizar os grupos criminosos que utilizam reservas naturais como escudo para atividades ilícitas.
A operação reforça o compromisso bilateral entre Brasil e Paraguai no enfrentamento ao crime transnacional, visando reduzir drasticamente a oferta de entorpecentes nas grandes metrópoles brasileiras.

