
Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite desta segunda-feira (23), a estrutura de um antigo motel desativado localizado na Avenida Euler de Azevedo, na região do Parque dos Laranjais. O incidente, que destruiu completamente o pavimento superior do imóvel, mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e expôs o perigo representado por construções abandonadas que acumulam resíduos inflamáveis em áreas urbanas.
O imóvel, desocupado há anos, situa-se em um ponto estratégico e sensível, cercado por áreas residenciais e comerciais. O maior desafio das equipes de resgate foi a vizinhança imediata: o prédio em chamas está posicionado ao lado de um posto de combustíveis. A rápida propagação do fogo trouxe o temor de uma tragédia ampliada pela proximidade com bombas e tanques de abastecimento.
Combate às chamas e rescaldo
Ao chegarem ao local, os militares encontraram labaredas altas e múltiplos focos de incêndio concentrados no andar superior. Apesar da intensidade inicial, a estratégia de isolamento impediu que o fogo atingisse as propriedades vizinhas ou a estrutura inferior do próprio prédio.
“A intensidade do incêndio foi grande no início, mas conseguimos controlar rapidamente. Não houve danos para as propriedades ao redor”, afirmou o comandante da operação, destacando que a prioridade foi garantir a segurança do posto de combustíveis adjacente.
Na manhã desta terça-feira (24), o cenário ainda era de destruição visível. Sinais do combate, como água escorrendo pelas paredes chamuscadas e um forte odor de fumaça, podiam ser percebidos por quem passava pela avenida.
O perigo do abandono
O episódio reacende o debate sobre a fiscalização de imóveis desocupados em Campo Grande. O acúmulo de lixo, entulhos e materiais de fácil combustão no interior desses prédios funciona como combustível para sinistros, colocando em risco a vizinhança. No caso da Euler de Azevedo, a combinação de abandono com a presença de um posto de gasolina ao lado elevou o grau de periculosidade da ocorrência.
Embora o fogo tenha sido controlado sem deixar vítimas, o estado do imóvel reforça a necessidade de manutenção rigorosa por parte dos proprietários e de uma vigilância mais ativa dos órgãos municipais para evitar que estruturas desativadas se tornem focos de perigo iminente.

