16 de setembro de 2026
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Gaeco e Gecoc deflagram operação contra desvio de verba no transporte universitário de Nova Alvorada do Sul

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação Rota Desviada. A ação penal visa desmantelar um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos que deveriam custear o transporte de estudantes universitários no município de Nova Alvorada do Sul.

A ofensiva institucional foi liderada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), contando com o suporte operacional da 1ª Promotoria de Justiça de Nova Alvorada do Sul.

Mandados e Cidades-Alvo

Ao todo, as equipes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário após a análise das provas preliminares. As ordens judiciais foram executadas simultaneamente em três estados da federação:

  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Nova Alvorada do Sul e Dourados;
  • São Paulo: Fernandópolis;
  • Minas Gerais: Ituiutaba.

Como Funcionava o Esquema

As investigações do Ministério Público apontam que a fraude operava por meio da Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul (AEUNAS). A entidade mantinha um Termo de Fomento firmado com a prefeitura local para receber repasses financeiros e gerenciar o transporte dos acadêmicos.

De acordo com o MPMS, os recursos sofriam sucessivas transferências bancárias logo após o recebimento. O rastreamento financeiro indica que parte expressiva desses valores retornava para beneficiar, de forma ilícita, servidores públicos e integrantes do Poder Legislativo municipal.

Origem do Nome: Segundo a coordenação da operação, o nome “Rota Desviada” é uma alusão direta ao itinerário irregular e criminoso dado ao dinheiro público, que foi subtraído da finalidade original de garantir o deslocamento dos estudantes.

Tipificação dos Crimes

O procedimento investigatório busca individualizar a conduta dos envolvidos e apura a prática de quatro crimes principais contra a administração pública e a ordem financeira:

  1. Peculato: Desvio de dinheiro público por quem tem o cargo como facilitação;
  2. Corrupção Ativa e Passiva: Oferta e recebimento de vantagens indevidas;
  3. Lavagem de Dinheiro: Ocultação ou dissimulação da origem dos recursos ilícitos.
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