16 de setembro de 2026
Notícias Atualizadas todos os dias
Logotipo do site Pintada MS News

Câmara instala comissão especial sobre redução da maioridade penal para 16 anos

img20260305133502130med

Colegiado será relatado pelo deputado Mendonça Filho e presidido por Aluísio Mendes; votação no Plenário é prevista para ocorrer após as eleições.

A Câmara dos Deputados instalou a Comissão Especial encarregada de analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32/2015), que prevê a redução da maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos. O colegiado formalizou o deputado federal Mendonça Filho (União-PE) na função de relator, enquanto a presidência ficou a cargo do deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA).

A admissibilidade do texto constitucional havia sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa em junho. Com a abertura formal dos trabalhos, abre-se um prazo entre 10 e 40 sessões plenárias para a apresentação de emendas, realização de audiências públicas e votação do parecer final do relator. A previsão é de que a deliberação do relatório ocorra apenas após o período eleitoral.

Composição da Mesa Diretora

A condução do colegiado foi definida por meio de chapa única, eleita com 19 votos favoráveis:

  • Presidente: Aluísio Mendes (Republicanos-MA)
  • Relator: Mendonça Filho (União-PE)
  • 1º Vice-Presidente: Guilherme Derrite (PL-SP)
  • 2º Vice-Presidente: Benes Leocádio (União-RN)
  • 3º Vice-Presidente: Sargento Fahur (PL-PR)

Tramitação e controvérsias

Se o relatório for aprovado na Comissão Especial, a proposta seguirá para apreciação nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Por se tratar de alteração no texto constitucional, a PEC exigirá a aprovação de pelo menos três quintos dos parlamentares em cada Casa (308 deputados e 49 senadores), em dois turnos de votação.

Defensores do projeto argumentam que as medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para infrações graves cometidas por jovens de 16 e 17 anos são brandas. Por outro lado, entidades da sociedade civil, especialistas e juristas criticam a medida, sustentando que a alteração amplia o encarceramento sem gerar avanços efetivos na segurança pública ou na redução da criminalidade.

Com informações de Correio do Estado.

Compartilhe

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Desenvolvido por Conffi
Sites Profissionais