16 de setembro de 2026
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Bebê resgatada no Paraguai está em acolhimento e retorno à família depende de decisão judicial

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Ayla Emanuelly, de 29 dias, foi localizada em Pedro Juan Caballero com casal preso por mandado e uso de documento falso; devolução à mãe de 17 anos exige ordem da Justiça.

A recém-nascida Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de 29 dias de vida, segue sob custódia do Estado em uma unidade de acolhimento infantil em Ponta Porã após ter sido resgatada no Paraguai. A devolução da criança à família, moradora de Campo Grande, dependerá exclusivamente de determinação da Justiça.

O caso teve início na última quinta-feira, quando a mãe da bebê, uma adolescente de 17 anos, relatou ter sido atraída para uma residência com a promessa de emprego. Segundo o relato inicial, ela e a irmã de 13 anos teriam sido mantidas como reféns enquanto o bebê era levado por um casal.

Resgate na fronteira e prisões

A bebê foi localizada na madrugada de domingo em uma residência no Bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero (Paraguai), cidade vizinha a Ponta Porã. A operação conjunta reuniu agentes da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), do Grupo de Atuação e Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e da Polícia Nacional do Paraguai.

No imóvel, a polícia prendeu o casal Suzilaine da Graça Costa e Alex Melo de Abreu:

  • Suzilaine da Graça Costa: Foi reconhecida por familiares da adolescente como a pessoa que ofereceu a falsa proposta de trabalho.
  • Alex Melo de Abreu: Apresentou documento falso em nome de Weliton Aparecido Lopes no momento do flagrante. Ele possuía mandado de prisão em aberto e condenação de 19 anos por homicídio cometido no estado do Amazonas.

Após a localização, a criança foi entregue temporariamente ao Conselho Tutelar de Ponta Porã, que providenciou o abrigamento institucional.

Acompanhamento do Conselho Tutelar

Caso a bebê seja transferida para a Capital, a mudança ocorrerá diretamente entre unidades de acolhimento institucional. A conselheira Loisa Higa, do Conselho Tutelar do Anhanduizinho, em Campo Grande, reforçou as exigências legais para o caso:

“Quando acontecem casos como esse, a transferência é feita de acolhimento para acolhimento. Só podemos entregar para a família caso haja uma decisão judicial que determine isso.”

O Conselho Tutelar realizou visita domiciliar à família na Capital e solicitou acompanhamento psicológico da rede pública de saúde para os demais menores de idade residentes no imóvel. Segundo o órgão, o núcleo familiar já recebia acompanhamento preventivo anterior devido a vulnerabilidades sociais registradas no local.

Familiares relataram que a recém-nascida só foi registrada em cartório após o ocorrido, há poucos dias de completar um mês de vida, sob a justificativa de que aguardavam a presença do pai da criança para efetuar o registro civil conjunto.

Investigação em andamento

A DEPCA de Campo Grande lidera os inquéritos policiais. A delegada titular, Anne Karine Trevisan, deslocou-se a Ponta Porã para interrogar o casal preso. As forças de segurança mantêm sigilo sobre os desdobramentos e detalhes das oitivas.

Com informações de Correio do Estado.

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