
Em 2024, o fogo ganhou força em Mato Grosso do Sul. Foram mais de 2 milhões de hectares queimados, número que cresceu 55% em relação ao ano anterior. A resposta veio rápida: tecnologia, preparo e união de forças. O lançamento da 13ª edição da campanha Fogo Zero, em Campo Grande, mostrou que o Estado está se organizando melhor para enfrentar o desafio.
A MS Florestal, empresa especializada em manejo de florestas plantadas, investiu em drones com sensores térmicos, capazes de localizar focos de calor antes mesmo que as chamas apareçam. “O drone virou nossos olhos no alto. Ele enxerga o que a gente não vê do chão e nos dá vantagem no tempo de resposta. Cada minuto faz diferença quando o fogo começa”, explica Alex Mário Oliveira, gerente de Prevenção e Combate da empresa.
O Corpo de Bombeiros também reforçou o time, com cursos e novos equipamentos. Para o coronel Adriano Rampazo, subcomandante da corporação, a colaboração com o setor privado tem sido fundamental. “Nunca vimos dois anos seguidos com tantos incêndios severos. Mesmo com chuvas recentes, o risco é alto.”
Júnior Ramires, presidente da Reflore-MS, reforçou que prevenir é a chave. “A campanha Fogo Zero é o resultado de um trabalho que precisa do envolvimento de todos: empresas, produtores e governo.”
Estado reforça combate às queimadas
A fala de Rogério Beretta, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, resumiu o novo momento: “Há 13 anos, falar de prevenção era raro. Hoje, entendemos que proteger o meio ambiente é essencial para o desenvolvimento econômico.”
A força do setor florestal foi lembrada por Frederico Stella, do Sistema Famasul. Segundo ele, o setor já ultrapassa até a soja nas exportações. “O crescimento da silvicultura é impressionante e mostra o peso da economia verde.”
Além da campanha contra queimadas, teve início a III Jornada Florestal, que vai visitar indústrias e viveiros do estado, promovendo troca de experiências entre técnicos, lideranças e empresas. Na quarta-feira (7), o grupo visita o viveiro da MS Florestal, em Água Clara, com cerca de 40 participantes.
Editado por Roberta Cáceres

