
Mais de mil participantes lotaram o auditório do Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, em Campo Grande, nesta quarta-feira (22), para a abertura do Meeting Internacional de Educação Sesi Senai 2026. Sob o tema “Inteligência, Indústria e Impacto Humano: a Educação no Centro da Transformação”, o encontro colocou no centro dos debates a preparação das novas gerações diante do avanço acelerado da inteligência artificial (IA) e da hiperconectividade.
Promovido como parte da agenda do Comitê Empresa-Escola (Cempe), o evento busca alinhar a formação profissional às demandas do setor industrial e ao desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso do Sul. A pergunta que guiou os painéis do dia trouxe uma provocação direta aos educadores e gestores: como capacitar profissionais para acompanhar as inovações tecnológicas sem perder as competências essencialmente humanas?
Cobrança por Resultados e Foco no Fator Humano
A abertura oficial foi conduzida por Sérgio Longen, que defendeu a necessidade urgente de encarar a educação sob a ótica de métricas e eficiência. Em sua fala, Longen enfatizou que o panorama educacional do país ainda exige mudanças profundas e uma postura mais analítica.
“Precisamos discutir resultado. Tanto na empresa quanto na escola e na vida. Quando olhamos para a educação brasileira, o saldo ainda não é positivo o suficiente. Precisamos de mais educação, mas também de mais avaliação, mais reflexão e mais compromisso com os resultados que queremos alcançar”, declarou Longen.
Ao abordar a presença crescente das tecnologias no ambiente de trabalho e de ensino, ele reforçou que ferramentas digitais e algoritmos devem atuar como aliados do pensamento crítico, e não como substitutos das capacidades pessoais.
“Precisamos alimentar a inteligência humana. A tecnologia e a inteligência artificial vieram para ficar e vão transformar a forma como vivemos e trabalhamos, mas não podem substituir aquilo que é essencialmente humano: a capacidade de pensar, aprender, criar e construir relações”, concluiu.
Principais Pilares Debatidos no Encontro
- Reformulação do Modelo de Ensino: Construção de metodologias que gerem impacto real e saldo positivo para a sociedade.
- Avaliação Continuada: Necessidade de métricas claras para mensurar o aprendizado e a eficácia das políticas educacionais.
- Complementaridade Tecnológica: Uso da inteligência artificial para potencializar — e não suprimir — a criatividade e a empatia no ambiente de trabalho.
Com informações de Fiems / Sesi Senai MS.

