9 de julho de 2026
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Terremotos na Venezuela: Mortes chegam a 2.295 e governo decreta luto oficial de sete dias

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Foto: Divulgação Agência Brasil

Uma semana após os devastadores abalos sísmicos que atingiram a Venezuela em 24 de junho, o balanço humanitário oficial aponta para um cenário de proporções catastróficas. Segundo a última atualização divulgada pelo governo venezuelano nesta quarta-feira (01/07), o número de mortos confirmados subiu para 2.295, enquanto o total de feridos já contabiliza 11.267 pessoas.

Diante da magnitude da tragédia física e social, a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assinou um decreto estabelecendo luto oficial de sete dias em todo o território nacional, com vigência iniciada às 6h desta quarta-feira.

“A Venezuela tem a alma rasgada pelas perdas humanas causadas pelos devastadores terremotos. Nestes momentos de profunda tristeza, abraçamos os que sofrem com essa tragédia e reafirmamos nosso compromisso de acompanhá-los e protegê-los”, manifestou Rodríguez, por meio de nota oficial do Executivo.

Impacto de Sismos Gêmeos Destrutivos

Os tremores que castigaram o país registraram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter. Classificados por especialistas em sismologia como de altíssimo potencial destrutivo, os dois abalos principais ocorreram com um intervalo inferior a sessenta segundos entre si, gerando um efeito de ressonância que desencadeou milhares de desabamentos simultâneos de edifícios residenciais, estruturas comerciais e viadutos.

As regiões administrativas que concentram os danos estruturais mais severos e os maiores índices de vítimas são a cidade portuária de La Guaira e a capital, Caracas, onde bairros inteiros situados em encostas sofreram colapsos sucessivos.

Mobilização Internacional e Força-Tarefa de Resgate

Apesar do rastro de destruição, as operações de busca e salvamento operam em ritmo ininterrupto e apresentam resultados significativos na preservação de vidas:

  • Resgates Técnicos: Mais de 6 mil pessoas foram retiradas com vida debaixo das estruturas de concreto por equipes especializadas.
  • Autoevacuação: Cerca de 13,5 mil sobreviventes conseguiram escapar dos desabamentos por meios próprios ou contando com o suporte imediato de familiares e redes comunitárias de vizinhos.

O teatro de operações mobiliza uma força-tarefa composta por mais de 25 mil profissionais de linha de frente, divididos entre homens e mulheres do Corpo de Bombeiros, forças policiais e divisões de engenharia das Forças Armadas.

A estrutura de resposta conta ainda com o apoio civil de 15 mil voluntários locais e com uma robusta rede de cooperação internacional, que injetou mais de 3 mil especialistas estrangeiros enviados por nações parceiras e agências humanitárias globais para atuar com cães farejadores e equipamentos de escuta subsuperficial na busca por sinais de vida sob os escombros.

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