
A noite deste domingo (15) foi de fortes emoções para o cinema brasileiro no Dolby Theatre. Apesar da aclamação crítica e da grande expectativa do público, o longa “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, encerrou sua participação na 98ª edição do Oscar sem conquistar prêmios nas quatro categorias em que concorria.
O filme, que recolocou o Brasil no centro das atenções da Academia, disputava as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e na estreante categoria de Melhor Direção de Elenco.
Os Vencedores da Noite
A concorrência acirrada marcou as categorias em que a produção brasileira estava presente:
- Melhor Filme Internacional: O troféu foi para o norueguês Valor Sentimental, de Joachim Trier, que superou o representante brasileiro em uma das disputas mais equilibradas da noite.
- Melhor Ator: Wagner Moura, muito elogiado por sua interpretação como o Professor Marcelo, viu a estatueta ir para Michael B. Jordan, protagonista do terror gótico Pecadores, de Ryan Coogler.
- Melhor Filme e Direção de Elenco: O grande vencedor nestas categorias foi Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que se consolidou como o principal nome da edição.
Uma Trajetória Vitoriosa
Embora não tenha levado o Oscar, a trajetória de “O Agente Secreto” em 2026 já é considerada histórica para a cinematografia nacional. Antes da cerimônia da Academia, o filme teve um desempenho brilhante no Globo de Ouro, onde saiu vitorioso em duas frentes importantes:
- Melhor Filme em Língua Estrangeira;
- Melhor Ator em Filme de Drama (concedido a Wagner Moura).
O Legado para o Cinema Nacional
A indicação em quatro categorias, incluindo a principal da noite (Melhor Filme), reafirma o prestígio de Kleber Mendonça Filho e o talento de Wagner Moura no cenário global. Especialistas apontam que a visibilidade alcançada pelo longa abre portas para novas produções brasileiras e consolida o país como uma potência narrativa na indústria audiovisual contemporânea.

