
Duas décadas depois de Andy Sachs e Miranda Priestly mudarem para sempre a cultura pop, a sequência de O Diabo Veste Prada prova que o estilo (e o lucro) é atemporal. Em menos de 14 dias em cartaz, o novo longa da Disney arrecadou impressionantes US$ 433 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões) mundialmente, superando com facilidade a bilheteria total do filme original de 2006, que encerrou sua jornada com US$ 326,5 milhões.
O desempenho meteórico coloca a produção no “Top 5” de maiores arrecadações de 2026 e foi o motor que levou a Disney a romper a barreira dos US$ 2 bilhões em bilheteria neste ano.
O Confronto com a Era Digital
O novo filme traz de volta o quarteto de ouro: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci. No entanto, o cenário mudou. A revista Runway agora luta para sobreviver em um mercado dominado por influenciadores digitais e pelo declínio das publicações impressas.
Na trama, Andy Sachs retorna não mais como a assistente insegura, mas como uma jornalista investigativa de renome. O reencontro com a icônica Miranda Priestly ocorre em meio a uma missão de resgate da relevância da revista, levando a audiência das redações de Nova York para o glamour de Milão.
Números e Recordes
A recepção do público e da crítica superou as projeções mais otimistas da indústria. Confira os destaques comerciais:
- Estreia Global: US$ 233 milhões (a segunda maior de 2026, atrás apenas de Super Mario Galaxy).
- Mercado Interno (EUA): US$ 144,8 milhões.
- Mercado Internacional: US$ 288,4 milhões em 51 países.
- Rentabilidade: Com orçamento de US$ 100 milhões, o filme já pagou seus custos de produção e caminha para fechar entre US$ 700 e US$ 800 milhões.
Além das cifras, o filme bateu recordes pessoais nas carreiras de Meryl Streep e Emily Blunt, tornando-se o maior sucesso internacional de ambas.
Aclamação Crítica
Diferente de muitas sequências que falham em capturar a magia do original, O Diabo Veste Prada 2 parece ter refinado a fórmula. O longa ostenta 77% de aprovação no Rotten Tomatoes e recebeu uma nota A no CinemaScore — uma avaliação superior à do clássico de 2006.
Com uma queda de público mínima entre o primeiro e o segundo final de semana, a indústria prevê que o filme terá uma longa vida útil nas salas de cinema antes de chegar às plataformas de streaming.

