
A vitória do Atlético de Madrid por 2 a 1 sobre o Real Madrid neste domingo (20), no Estádio Riyadh Air Metropolitano, terminou sob fortes contestações à atuação da arbitragem. A diretoria merengue e o técnico José Mourinho direcionaram duras críticas ao juiz Miguel Ángel Ortiz Arias, apontando condescendência em lances violentos e critérios desiguais que teriam condicionado o resultado do clássico da capital espanhola.
Clube emite nota oficial e aponta decisões lesivas
Em comunicado divulgado em seus canais institucionais, o Real Madrid acusou a arbitragem de atuar de forma determinante para a definição da partida, destacando dois episódios de cartões vermelhos não aplicados a atletas colchoneros no primeiro tempo:
- Lance de Cuti Romero: Entrada dura sobre o joelho de Jude Bellingham, que não resultou em expulsão mesmo após checagem no monitor do VAR;
- Lance de Kang-In Lee: Pisão direto no tornozelo esquerdo de Federico Valverde que passou sem a aplicação do cartão vermelho direto.
Em nota oficial, o clube apontou:
“O Real Madrid perdeu um dérbi no Estádio Metropolitano, marcado pela péssima arbitragem de Ortiz Arias, que não expulsou Cuti Romero no primeiro tempo por pisar no joelho de Bellingham (apesar de ter revisado o lance no monitor) e Kang-In Lee por pisar no tornozelo esquerdo de Valverde. Ambas as decisões se provaram decisivas, e a partida acabou sendo decidida no segundo tempo a favor do Atlético.”
Mourinho exibe imagens em coletiva e questiona bastidores da escala
Na entrevista pós-jogo, o técnico José Mourinho levou fotos impressas dos lances polêmicos para a bancada e declarou que o confronto foi desvirtuado pela complacência da arbitragem:
“Poderíamos economizar a coletiva porque a história do jogo está aqui. São dois cartões vermelhos claros. As dificuldades que tivemos depois, onze contra dez, podemos imaginar o que seriam cinquenta minutos onze contra nove. Devo limitar-me a abraçar meus jogadores, que deram tudo.”
O treinador português também levantou suspeitas sobre o processo de designação do quadro de árbitros da Real Federação Espanhola:
- Escala antecipada: Afirmou que tomou conhecimento do nome de Ortiz Arias uma semana antes da partida, quando a prática regular prevê a publicação da escala com 24 horas de antecedência;
- Pressão psicológica: Disse que o árbitro “não conseguiu lidar com a pressão dos anos 80” exercida no estádio;
- Crítica ao comitê: Ironizou que, além do Atlético pelos três pontos, “quem deve estar feliz é o comitê de designação arbitral”.
Dinâmica do confronto e desfecho no segundo tempo
O cenário merengue se deteriorou no início da etapa complementar com a expulsão do zagueiro Dean Huijsen, que cometeu pênalti em Giuliano Simeone. Inicialmente advertido com cartão amarelo, Huijsen teve a punição convertida em cartão vermelho direto após revisão solicitada pelo árbitro de vídeo.
Com superioridade numérica, o Atlético construiu a vantagem com gols de Alejandro Grimaldo (em cobrança de penalidade) e Jonathan David. O Real Madrid descontou nos minutos finais com gol de cabeça do zagueiro Antonio Rüdiger, fechando o placar em 2 a 1.
| Momento | Ocorrência / Lance | Protagonistas |
| 1º Tempo | Pisão no joelho sem expulsão pós-VAR | Cuti Romero sobre Bellingham |
| 1º Tempo | Pisão no tornozelo esquerdo sem cartão vermelho | Kang-In Lee sobre Valverde |
| 2º Tempo | Pênalti marcado e expulsão após revisão do VAR | Falta de Dean Huijsen em Giuliano Simeone |
| 2º Tempo | 1 a 0 e 2 a 0 (Atlético de Madrid) | Gols de Grimaldo (pênalti) e Jonathan David |
| Fim de jogo | 2 a 1 (Real Madrid desconta) | Gol de Antonio Rüdiger |
Com informações de Real Madrid C.F. e agências esportivas internacionais.

